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domingo, 7 de novembro de 2010

TALVEZ POESIA..., 6


Morre-se

António Cagica Rapaz

Morre-se aos poucos
Em cada adeus
Em cada desilusão.
Morre-se devagar
Em cada frustração
Longe do mar
Levados pelo vento.
Morre-se ainda
Em cada desalento
Tristeza infinda.
Morre-se de fugida
De borco no deserto
É o peso da vida
A morte mais perto...

1 comentário:

  1. Não tenho palavras.

    Apenas um aperto na garganta.

    BOA NOITE, Ó MESTRE!

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